Existe uma Cultura Digital Brasileira?

Vivemos o elogio a Cyber Cultura.

Compartilhamos intimidades, opniões, preconceitos e principalmente fronteiras. Limites que evoluem e retrocedem na mesma velocidade que são acessados. Muitos acreditam numa Cyber Cultura anárquica, outros comunista, muitos outros nada mais que a reprodução digital das mazelas do ‘Mundo Real’. Mas sem dúvidas todas as possibilidades fluem na direção de uma Cultura esponjosa, sem alfândegas.

Neste sentido por que questionar se existe uma Cultura Digital Brasileira? Não seria isso mais um daqueles ataques nacionalistas, que pretendem condicionar um movimento tão diverso a fórmulas comuns do Século XX?

Para mim a razão exata para que esta pergunta se faça ainda não está clara, mas ela pertuba todos aqueles que com um pouco de atenção percebem a voracidade com que os Brasileiros se utilizam da internet. Estatísticas, dados e etc apenas acusam este uso, porém não explicam nada. Por que o Orkut se transformou em “RG Digital” do brasileiro? Não há adolescente que não tenha, ou queira ter um perfil nesta rede. O que dizer então do Twiter? Havia aqueles que não esperavam mais do que um novo site de fofocas e declarações pessoais.

Então? O que nos difere do resto do mundo?

Será que as nossas fronteiras nacionais são compatíveis com os nossos limites cyber culturais?

Por Tiago Gualberto

Uma leitura (aquariana) da Crise

“Roma, Itália (CNN) – Após 2 dias de encontros  em Roma, os países mais ricos do mundo, através de seus ministros financeiros, se comprometeram a “todas as ações que se fizerem necessárias” para restaurar a confiança no sistema financeiro global.” ( Veja o artigo na integra)

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Os ministros financeiros dos países mais ricos são o problema e não a solução.

O que colapsou com a crise financeira global é a idéia que a economia (os mercados) “são” os países.

Felicidade/Paz (não dinheiro/guerra) deve ser a atividade fim dos governos do século 21 / Era de Aquário

Precisamos de um Órgão Transnacional de Governança. (Não deveria ser esta a ação ideal necessária para restaurar nos a confiança no alvorecer do século21 / Era de Aquário?)


Como disse Shakespeare (e o que ele não disse?) a questão é Ser ou Não Ser.

Por Claudio Prado

English version:


ROME, Italy (CNN) — The world’s richest countries committed to “any further action that may prove necessary” to restore confidence in the global financial system, their finance ministers said as they wrapped up a two-day meeting in Rome. (Article)


The finance ministers of the world’s richest countries are the problem and not the solution.

What has collapsed with this global financial crisis is the idea that the economy (the markets) “are” the countries.

Happiness/Peace (not money/war) must be the governmental goals of the 21st century / Aquarius Age.

We need a Transnational Governance Instance. (Shouldn’t that be the ideal “any further action that may prove necessary” in the dawn of the 21st century / Aquarius Age?)


As Shakespeare said (and what hasn’t him?) the question is: To Be or Not to Be.


Teatro Para Alguém

Ensaio da peça "O Arthur", de Antonio Prata

Ensaio da peça "O Arthur", de Antonio Prata

Detonar a distância, dissipar a fila, reconduzir relações artísticas para o a-lugar onipresente do digital, propor novas funções sociais para o pensar cultural, talvez a própria vivência, desencarregada de fetiches nominalistas – essência, espiral, pós-simbolismo, the dawning f the age of aquarius, orfanato do tipo blasé das metrópoles.

A fricção criativa entre profissionais de teatro e cinema dá vida ao Teatro Para Alguém (www.teatroparaalguem.com.br), uma investida digital contra as barreiras que separam público e artista no palco italiano: uma idéia na cabeça; outras do público, chegando por chat e e-mail; uma câmera criativa na mão, que dispensa edição; e a encenação está plugada diretamente no streaming. Para parar com o blábláblá e conferir a produção do grupo de uma vez, vá para a casa do Teatro Para Alguém clicando aqui. Cole no porão e confira o que rolou até agora na série Corpo Estranho, escrita por Lourenço Mutarelli – sim, o doido de O Cheiro do Ralo. Para conferir a próxima edição da série on-the-go, compareça à Grande Sala às 22h das quartas.  “Não sabemos o que estamos criando, nem queremos um nome para isso. O artista sente uma necessidade de produzir, e por isso o faz, só isso. Não entende e nem quer entender ou nomear o que cria”, relata Nelson Kao.

Por marconalesso

Casa de Cultura Digital

Casa de Cultura Digital

Nesta terça-feira gravamos um trecho da conversa entre Claudio Prado e Rodrigo Savazoni. Falavam da Casa de Cultura Digital, um projeto em andamento que terá como sede uma grande casa próximo a Rua Augusta.
Ouça aqui o trecho.

Por Tiago Gualberto

Coletividade

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(…) Foi assim que, no final de mais um expediente, sentamos no Folhão (o boteco em frente à Folha de S. Paulo) e, em meio a garrafas de cerveja, generosas doses de cachaça e guardanapos rabiscados, uma nova idéia nascia: a Garapa, um site de jornalismo independente que se comprometesse exclusivamente com um objetivo – contar histórias. (…)

Garapa.org

Por Tiago Gualberto

O que falta para uma Lan House ser um ponto de cultura?

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Durante o Campus Party 2009 ocorreu mais um “GT’ dos Pontos de Cultura. Além de representantes de vários pontos a roda contava com a presença do ex-ministro da cultura Gilberto Gil e de Alfredo Manevy, secretário executivo do Minc, de férias diga-se de passagem. Alfredo, neste belo trecho, posiciona-se frente a duas grandes questões: A TV digital como uma oportunidade de incorporação de fluxos, redes e conteúdos que tem nos pontos de cultura, institucionais ou não, um terreno fértil. E a segunda questão, intimamente relacionada com a primeira, é a incorporação das Lan Houses como pontos de cultura. De acordo com Manevy, as lan houses são iniciativas da sociedade que buscam levar acesso a lugares onde a ação do Estado e do mercado ainda não atingiu, e por isso merecem respeito e apoio para que tenham força e se transformarem efetivamente em pontos de cultura.

Ouça aqui a fala de Alfredo Manevy.

Por Tiago Gualberto

Bandalargar a Rua Augusta

Proponho, neste ponto de encontro, que iniciemos uma campanha para bandalargar todo o corredor cultural da Rua Augusta, desde a Paulista, passando pela Praça Roosevelt. Nesse trecho da cidade, frequentadores e moradores passariam a ter acesso à internet de altíssima velocidade.

Rua Augusta, São Paulo

Isso pode ser feito de várias maneiras. Por meio da ação do poder público, da iniciativa privada, da sociedade civil organizada, ou da associação entre todos esses entes componentes da vida pública. Uma aliança que permita garantir conectividade na rua que é o futuro criativo de São Paulo.

Recentemente, a Nokia realizou uma promoção cujo desfecho será oferecer internet sem fio grátis a todos os usuários da Cidade Universitária. Nos 455 anos da cidade, a empresa propôs dar um presente à cidade. São várias as concorrentes da Nokia. Nenhuma se habilita?

As cidades digitais nunca estiveram tão em debate desde a campanha de Marta Suplicy, quando uma excelente idéia (conectar São Paulo) esbarrou nos limites do marketing político – transformaram a idéia de oferecer conexão de internet a todos os cidadãos em um Fura Fila digital.

Isso não exclui o fato de que São Paulo é o laboratório ideal da cultura digital, conforme ficou claro no debate SP Digital, que promovemos durante a campanha eleitoral com vistas a propor a criação de um plano diretor digital para a cidade.

Por Rodrigo Savazoni